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Jerônimo Soares

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Jerônimo Soares
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Um prêmio no Salão Paulista de Arte Contemporânea (1977), um elogio de Jorge Amado e, agora, uma homenagem no centro cultural de seu bairro. “Para um paraibano é muita coisa”. Essa é a reação, humilde e bem-humorada, do merecedor de tamanho reconhecimento: o xilogravurista Jeronimo Soares, 69 anos, morador de Diadema há 12. Homenagem a Jeronimo Soares – Um Gravador Popular é o evento que começa nesta quinta, às 19h, e segue até 31 deste mês, no Centro Cultural Canhema, com a participação de cerca de 80 artistas.
As obras de Jeronimo já figuraram em várias exposições – até no exterior –, ilustram capas de livros, CDs e folhetos de cordel. Mas nunca foram reunidas em uma mostra exclusiva, uma individual. O Núcleo de Cordel de Diadema foi além e fez de Jeronimo o símbolo de um evento que tratará do universo da cultura popular brasileira.
“É merecidíssimo. Ele dedicou a vida inteira à gravura de cordel”, diz o ator César Obeid, produtor do Núcleo e curador da exposição. Jeronimo começou a fazer xilo na Paraíba, aos 12 anos, motivado pelo pai, o poeta José Soares. Veio para São Paulo em 1972 e conseguiu sobreviver de sua arte.
Jeronimo também é sanfoneiro e, por isso, a gravura quase perdeu um de seus mestres. “Em determinada época eu me dediquei à sanfona. Queria ter uma profissão só”, conta Jeronimo.
Mas ele foi reanimado por uma declaração do escritor baiano Jorge Amado (1912-2001): “Jeronimo Soares é um dos mais notáveis gravadores populares do Brasil. Suas madeiras para capas de folhetos de cordel são de real beleza, poderosas e poéticas”, diz um trecho do texto de Amado, escrito em 1977 e reproduzido no catálogo da exposição em Diadema, editado por Ricardo Amadasi.
 

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