Gravura Brasileira

Caixa Umburana - apresentação

Caixa Umburana - apresentação

De 14/10/2010 a 20/11/2010

Obras

CAIXA UMBURANA

apresentação do processo

    

exposição de gravuras e apresentação de vídeo

abertura: 14 de outubro de 2010

em exposição até 20 de novembro de 2010.

 

 

Processo aberto – Caixa Umburana

Elogiar uma madeira nativa do delicado e ameaçado bioma de caatinga, muito usada
pelos artistas e artesãos da região nordeste para a elaboração de xilogravuras e de figuras
entalhadas, é o motor do Projeto Caixa Umburana.

A umburana-de-cambão, de espinho ou rasteira, como é chamada, tem qualidades de fio e
resistência que a tornam uma madeira especialmente propicia para os cortes de goivas, facas
e formões. É ela a madeira usada tradicionalmente para a confecção das imagens das capas
dos cordéis e foi a matéria prima do trabalho de artesãos nordestinos como o Mestre Noza e
Mestre Graciano, que realizaram uma obra emblemática e plantaram uma forte tradição que
hoje os entalhadores de madeira do sul do Ceará continuam.

Apesar da sua importância para a cultura de regiões como a do Cariri cearense a umburana
começa a ficar escassa. As queimadas são em grande parte as responsáveis por esta ameaça
e de outras espécies nativas como a macabira, xique-xique, mulungú, cuduro, umburana
(amburana ou imburana) de cheiro – cerejeira ou camarú, mandacarú, caxia, palma de
rapoza, umbuzeira, coroa de frade, pinhão bravo, aroeira, castanhola, barriguda, marmeleiro,
barbadebode, burraleitera, paumocó, catolé, cajaimbú, timbauba, brauna, pauferro e tantas
outras.

A ligação entre cultura e meio ambiente fica em total evidencia quando se observa o caso da
umburana e se traz a tona a importância de preservar seu bioma buscando também dar uma
vida mais longa ao trabalho artístico que se desenvolve em volta dela. Sem a umburana os
processos de xilogravação tradicionais da região serão afetados e as figuras tridimensionais
tiradas do imaginário serão feitas, talvez, em materiais indústrias.

A Caixa Umburana é um conjunto de cinco caixas confeccionado no Centro Cultural Mestre
Noza em Juazeiro do Norte por Diomar das Velhas e Severino, dois artesãos do espaço em
agosto de 2010. É também uma proposta de encontros, criação de redes, fluxo de saberes
e de estampas em volta a um material comum: a umburana. Vinte cinco artistas do Brasil,
México e Alemanha foram convidados a participar gravando uma matriz nessa madeira e
disponibilizando cinco estampas cada um.

No Processo Aberto que se apresenta na Galeria Gravura Brasileira serão mostradas ao
público as cinco caixas gravadas externamente juntas - o que dificilmente acontecerá depois
que elas iniciem a itinerância - e com figuras tridimensionais no seu interior entalhadas por
Índio, artesão do Centro de Cultura Mestre Noza. O visitante também poderá ver imagens
produzidas por Isaumir Nascimento no vídeo fotográfico No topo da Umburana e conhecer
algumas das gravuras realizadas pelos artistas participantes do projeto.

No Processo Aberto – Caixa Umburana não serão apresentadas as gravuras dos vinte e
cinco artistas na sua totalidade, já que por se tratar de um projeto em andamento a maioria
das matrizes se encontra sendo gravada no momento. O que se pretende, mas do que
mostrar um resultado definitivo, é abrir o processo ao público para que este entenda os
movimentos realizados na sua construção e a rede que tem sido feita em volta a esta ideia.

No mesmo espaço estarão expostas as impressões da gravação externa das caixas feita a
partir de desenhos feitos nas caixas por Yili Rojas. As gravações das caixas foram realizadas
em setembro deste ano por Maura Andrade, Luciano Ogura, Marcos Freitas, Carlos Henrique
Soares e Yili Rojas e as impressões, de tiragem limitada, se encontrarão a venda para reverter
os recursos obtidos no posterior transporte das caixas que se iniciará em fevereiro de 2011 e
durará até 2013.

Os artistas que participam do projeto, até o momento, são: Ernesto Bonato, Fabrício Lopes,
Francisco Maringelli, Paulo Penna, Luciano Ogura, Marcos Freitas, Maura Andrade, Yili Rojas,
Carlos Henrique Soares, Nilo, Airton Laurindo, Maércio Lopes, J. Miguel, José Altino, Teresa
Dequinta, Rafael Limaverde, Renato Vale, Anico Herskovits, Eduardo Ver e Irving Herrera.
Aguarda-se a confirmação de cinco nomes com os que se finalizará a lista.

As caixas com as vinte e cinco xilogravuras itinerarão por espaços expositivos e ateliês dentro
e fora do Brasil por um período de dois anos a partir de fevereiro de 2011 e até 2013, depois
serão depositadas em acervos públicos.

www.caixaumburana.wordpress.com

caixa.umburana@gmail.com

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