Gravura Brasileira

Do Carbono e do Amoníaco

Do Carbono e do Amoníaco

De 3/3/2021 a 21/5/2021

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"Do Carbono e do Amoníaco"

Uma exposição inspirada pelo poema "Psicologia de um Vencido" de Augusto dos Anjos

galeria Gravura Brasileira

curadoria Eduardo Besen

 

(exposição virtual)

 

 

 

Da origem da vida à ciência e à tecnologia

Da terra e da natureza à criação e ao "big bang" 

Do gesto à linha

Da matéria ao rarefeito

Da herança à passagem do tempo

Do simbolismo ao modernismo

Do existencial ao simbólico

Do contemporâneo como transição e fluidez

Do desconcerto existencial

 

Entre o existencialismo e a ciência e entre o átomo e o cosmos, Augusto dos Anjos escreveu uma poesia violenta e visceral atravessada pela angústia cósmica e pela lembrança da morte. O Homem é finito e se decompõe. A existência humana é sujeita à biologia e a decadência do ser. O estilo grandiloquente da escrita exprime esta luta entre o excesso, a agonia e o desespero. 

Esta dor existencial se conecta com nosso tempo de pandemia e de autoritarismo sem possibilidade de fuga, escape ou saída. O fim da existência: Uma estética da podridão.

 

Da terra ao céu e do sublime ao grotesco é o gradiente que esta seleção de gravuras do acervo da galeria Gravura Brasileira nos traz. Assim como a vida, a gravura é química, é verniz, é ácido, é tinta, sulco, matéria escavada, gravada, retirada, exposta e reutilizada. É madeira que vira matriz que vira papel. É cobre que corrói e cria a imagem pela ausência. No embate do artista com a matéria nascem as imagens desta exposição que confrontam a existência e retratam a luta da espécie humana pela sua permanência. 

 

 

Psicologia de um vencido

 

"Eu, filho do carbono e do amoníaco,

Monstro de escuridão e rutilância,

Sofro, desde a epigênese da infância,

A influência má dos signos do zodíaco.

 

Profundíssimamente hipocondríaco,

Este ambiente me causa repugnância...

Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia

Que se escapa da boca de um cardíaco.

 

Já o verme – este operário das ruínas –

Que o sangue podre das carnificinas

Come, e à vida em geral declara guerra,

 

Anda a espreitar meus olhos para roê-los,

E há de deixar-me apenas os cabelos,

Na frialdade inorgânica da terra!"

 

Augusto dos Anjos (1884-1914)

 

 

 

 

Artistas

 

Adriana Moreno

Ana Kesselring

André Yassuda

Antonio Carvalho

Atelier Piratininga (coletivo)

Biba Rigo

Ernesto Bonato

Francisco Maringelli

Iberê Camargo

Jacqueline Aronis

Julia Goeldi

Lygia Eluf

Marco Buti

Norma Mobilon

Oswaldo Goeldi

Otávio Araújo

Paulo Camillo Penna

Regina Carmona

Ulysses Boscolo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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