Gravura Brasileira

Evandro Carlos Jardim

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Obras

Currículo

EVANDRO CARLOS JARDIM

 

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2007                             2004                             2003                                                   1999

                                         

 

 

 

Biografia

Evandro Carlos Frascá Poyares Jardim (São Paulo SP 1935). Gravador, desenhista, pintor. Em 1953, ingressa na Escola de Belas Artes de São Paulo, onde estuda pintura com Theodoro Braga (1872-1953), Antonio Paim Vieira (1895-1988) e Joaquim da Rocha Ferreira (1900-1965), além de modelagem e escultura com Vicente Larocca (1892-1964). Entre 1956 e 1957, estuda gravura em metal com Francesc Domingo Segura (1893-1974). Especializa-se em gravura em metal, na técnica da água-forte. Paralelamente à carreira artística, desenvolve intensa atividade docente em várias instituições, como a Escola de Belas Artes, a Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e a Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Durante o regime militar, promove leilões de obras suas para ajudar os familiares de presos políticos e colabora com o movimento pela anistia política. Em sua produção gráfica, enfoca constantemente o cenário urbano de São Paulo. O artista, que revela extremo cuidado técnico na execução de suas obras, reelabora constantemente certas imagens, como a do Pico do Jaraguá, além de representações de pássaros, frutos, janelas ou de um cavalo morto.

 

Comentário Crítico

Evandro Carlos Jardim inicia seu trabalho em arte na década de 1950. Freqüenta espaços como o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) e convive com personagens importantes da história do modernismo da cidade de São Paulo, entre os quais Sérgio Milliet (1898-1966). Em 1953, matricula-se na Escola de Belas Artes de São Paulo, estudando com Joaquim da Rocha Ferreira e Vicente Larocca. Através das bienais, entra em contato com parte da produção moderna internacional. Interessa-se por artistas como Edvard Munch (1863-1944), Oskar Kokoschka (1886-1980) e Giorgio Morandi (1890-1964).

 

Na época da faculdade, inicia-se em gravura em metal com Francesc Domingo Segura. Em seus primeiros trabalhos, a gravura se assemelha ao desenho. Jardim risca a chapa de cobre com buril e ponta-seca, procurando aprimoramento técnico. Progressivamente, aumentam as zonas gravadas nas chapas. As formas são conquistadas pelo domínio das técnicas da água-tinta e da água-forte. Em suas gravuras dos anos de 1960, o artista relaciona registros técnicos e estéticos diferentes. Vemos figuras mais realistas combinadas com formas geométricas e grafismos gestuais. Na série Interlagos, 1967, mistura grandes formas negras com desenhos manchados da paisagem urbana.

 

Depois de uma longa experiência como professor no ensino secundário, inicia sua carreira no ensino superior, primeiro na Escola de Belas Artes, em 1970, e posteriormente na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Realiza, em 1973, a individual À Noite, no Quarto de Cima, Cruzeiro do Sul, Lat. Sul 23º32'36", Long. W. Gr. 46º37'59", no Masp, onde apresenta gravuras e objetos tridimensionais em bronze, ferro, alumínio e madeira. Nas gravuras, trabalha com um repertório reduzido de imagens. As mesmas formas aparecem em diferentes trabalhos, com novos significados. Já nesse momento, como em grande parte de sua obra madura, aproveita-se dos diferentes registros gráficos e de gêneros de arte para representar imagens e temas cotidianos. A partir de 1976, realiza estampas detalhistas, onde explora a natureza-morta, o retrato e a paisagem. Na mesma década, Jardim passa a pintar com maior intensidade incentivado por seu marchand, o artista Antônio Maluf (1926-2005).

 

Na década de 1980, as figuras ganham maior independência. Jardim não ambienta as cenas, nem estabelece relações hierárquicas entre as formas impressas. As figuras não têm vínculo formal, são justapostas. Associam-se pela proximidade no papel e, juntas, costuram narrativas sobre a cidade de São Paulo. Em 1991, exibe a série Figuras Jacentes, na Galeria São Paulo. Ali, a relação entre os elementos é ainda mais rarefeita. O artista distribui as imagens em um papel em branco, manchado e dividido em quadriláteros. As imagens não seguem nenhuma ordem, estabelecendo relações inesperadas umas com as outras.


 

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