Gravura Brasileira

Larissa Franco

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LARISSA FRANCO
            

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2009                                         2008

                     

 2007      

 

 

Larissa Franco

 

Curitiba/PR,   1968.

 

Pintora, gravadora e arte conceitual. Inicia sua formação artística em 1986, quando cursa Desenho, com Luiz Carlos de Andrade Lima. No ano seguinte continua suas pesquisas em Desenho no MAA. De 1990 a 1993, freqüenta as oficinas de Desenho da Figura Humana, no MAA; Gravura em Metal e Litografia, no MGCC. Ainda em 1993, gradua-se em Pintura, pela EMBAP. No ano seguinte faz Gravura em Metal, com Laurita Salles; Papel Reciclado, com Marta Viana; Impressão Litográfica, no CCC; Laboratório e Fotografia, com Leopoldo Plentz e Clichê-verre, com Roberto Schmidt-Prym. Paralelamente começa a atuar como orientadora das Oficinas de Gravura em Metal e Litografia do MGCC. Em 1995 freqüenta o curso Papel de Transferência e Processos Fotomecânicos, com Christy Wylckoff. Em 1997, na Vitralís, estuda e participa de projeto e execução de vitrais. Especializa-se em História da Arte pela EMBAP. 

 

Para criar uma maior unidade, em sua primeira exposição individual, a jovem gravadora Larissa Franco recorre à utilização de três características principais: placas metálicas em módulos quadrados; técnicas de calcografia que permitem o triunfo do grafismo; temática paisagística com acentuada preocupação construtiva e tendência levemente conceitual. Dentro das diversas correntes da Gravura Contemporânea praticada em Curitiba – reconhecida como um dos grandes centros da Gravura Brasileira – Larissa Franco segue a de Bernadete Panek que, dentro do vasto universo da gravura, elege a linha como elemento principal. Daí porque Larissa Franco dá preferência à ponta seca, buril e berceau, além de técnicas calcográficas que permitem não só o triunfo da linha, como a superposição de pretos sobre pretos. Ainda, como na obra de Bernadete Panek, mais do que descritivas, as composições paisagísticas são construtivas. Embora deixe transparecer na sua obra um cultura paisagística local – bastante típica de Curitiba e cujas raízes estão no Paranismo de Lange de Morretes – para sofrer, a seguir, inúmeras releituras (desde as abstratizantes de Fernando Velloso até as sintéticas de Fernando Calderari), na realidade a paisagem é um pretexto para que a artista elabore suas pesquisas. Embora tenha desde a infância uma longa vivência com a paisagem (rural e marinha), ela a elege como tema por permitir uma observação à distância, indispensável não só à sua atitude mais reflexiva do que emotiva, bem como uma maior liberdade interpretativa. Embora sirva-se de elementos gráficos que remetem à perspectiva tradicional como a linha do horizonte que corta o espaço, definindo os planos, os dados figurais que utiliza são extremamente sintéticos. Por vezes, uma linha reta vertical cortando a horizontalidade planimétrica pode funcionar como um mastro de navio ou antena parabólica, à qual se juntam outras linhas perpendiculares, criando a sensação que por trás existem outros elementos da paisagem que não se vêem, mas se intuem. Outras vezes, grafismos diagonais sobrepõem-se criando sensações de dunas ou desertos – temas que exercem sobre ela um verdadeiro fascínio. Pode ocorrer, ainda, a utilização de elementos tão sintéticos sobre a veladura criada pela própria placa, que chegam a gerir a fluidez e, ao mesmo tempo, a concentração de elementos típicos da gravura japonesa. Ainda que mais raramente, Larissa Franco recorre também a elementos icônicos, que indicam a chave para um maior mergulho na abstração, apontando o caminho das suas futuras composições. Em 1997 explora elementos da cultura árabe, cedendo espaço à palavra e à mística. Minha intenção é estabelecer um conceito entre a arte ocidental e a oriental, sem pretender que uma predomine sobre a outra. A seguir apresenta, por meio de arabescos, a magia e o mistério do oriente medieval para o terceiro milênio. Sobre esta fase, comenta Nilza Procopiak:  Numa analogia com as palavras que nos enredam nos contos de Sherazade, os meandros gravados pela artista nascem fundamentados em estudos, feitos por Larissa, da escrita árabe: as suras do Alcorão, a literatura e a linguagem são analisadas e desenvolvidas esteticamente em um magnífico trabalho de composição artística que prende o olhar, o obrigando a seguir as curvas e as dobras das linhas.(...) A opulência e a riqueza das texturas são alcançadas em suas gravuras via repetição paciente e infinda de caracteres e formas ordenadas em seqüência, em formulações comparáveis à procura, levada a efeito pelos alquimistas, da pedra filosofal ou à transmutação dos metais em ouro.

 

Individual: MGCC, Curitiba/PR, 1994 e 2001. “Larissa Franco e os Arabescos” – SEC, Curitiba/PR, 2001.

 

Salões e premiações: “32..º Salão de Artes Plásticas para Novos” – Centro Cultural Gilberto Mayer/PMC, COSEM/SEEC, Cascavel/PR, 1991. “Salão de Artistas Plásticos Curitiba Arte 8 – Faça-se a Arte” – Palácio Avenida/Bamerindus, Curitiba/PR, 1992. “9..º SBAI” – Galeria de Arte BANESTADO, Curitiba, Londrina e Ponta Grossa/PR, 1992. “X Mostra da Gravura Cidade de Curitiba – Mostra América” – Museu da Gravura/FCC/PMC, Curitiba/PR, 1992. “18..º Salão de Artes Plásticas de Jacarezinho” – Salão Cafeeira Setti, PMJ, COSEM/SEEC, Jacarezinho/PR, 1992. “10..º SBAI” – Galeria de Arte BANESTADO, Curitiba/PR, 1993. “XI Mostra da Gravura Cidade de Curitiba – Mostra América” – Museu da Gravura/FCC/PMC, Curitiba/PR, 1995. “54..º e 57..º Salão Paranaense” – MAC-PR/COSEM/SEEC, Curitiba/PR, 1997 e 2000. “XII Mostra da Gravura de Curitiba – Marcas do Corpo Dobras da Alma” – Museu da Gravura/FCC/PMC, Curitiba/PR, 2000.

 

Mostra conjunta: (Com Maristela Salvatori) – MGCC, Curitiba/PR, 1994.

Coletivas: “Mostra Integrarte” – Solar dos Leões/IBM, 1992. “Mostra Freqüentadores” – Sala Gilda Belczak/MGCC, 1993. “Utilitários e Gravuras” – MGCC, Curitiba/PR, 1997. “Mostra 200 Anos de Litografia” – MGCC, Curitiba/PR, 1997. “Produção de Arte em Destaque” – Solar do Barão, Curitiba/PR, 1997. “Acervo Contemporâneo” – MGCC/FCC, Curitiba/PR, 2000.

 

Referências

FERNANDES, José Carlos. Mil e uma noites. Gazeta do Povo, Curitiba, 15 abr. 1997.

BAPTISTA, Nery. Gazeta nas artes. Gazeta do Povo, Curitiba, 09 jan. 2001

 

 

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