Gravura Brasileira

Laurita Salles

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LAURITA SALLES

 

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2009                                              2004

            

     

 

 

Laurita Salles 

(São Paulo SP 1952)

 

Gravadora, escultora e professora. Em 1972 e 1973, freqüenta cursos na Escola Brasil:. De 1977 a 1982, faz graduação em artes plásticas na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo - ECA/USP, período em que tem aulas com Evandro Carlos Jardim (1935). Em 1988, como bolsista da Fundação Vitae e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq, estuda gravura no Atelier 17, de Stanley Willian Hayter (1901 - 1988), em Paris, e história da gravura no Gabinete de Estampas da Biblioteca Nacional da França. Com base nesses estudos, passa a considerar a gravação em placas de metal como um processo independente dos métodos de impressão sobre papel. Leciona desenho e gravura na Faculdade de Comunicação e Artes da Universidade Mackenzie, de 1991 a 1994. Começa a expor placas metálicas gravadas em 1996. Na mesma época, enquanto cursa mestrado na ECA/USP, visita indústrias que trabalham com usinagem química e percebe correspondências entre esse processo e a técnica de água-forte sobre gravura em metal. Desde então, realiza obras tridimensionais utilizando métodos industriais de gravação em latão. Em 2003, conclui doutorado em poéticas visuais pela ECA/USP, no qual desenvolve esculturas de polímeros plásticos com formas projetadas em programas de computador.

 

Comentário Crítico

Laurita Salles, como nota a historiadora da arte Annateresa Fabris, realiza, em sua produção, uma pesquisa direcionada para a compreensão das relações entre força, resistência do material e instrumento, sendo o ato de gravar a busca do ponto de encontro entre ação e matéria. Tal premissa remete à produção expressionista, na qual a gravura, um campo de experimentação privilegiado, revela os vestígios dos gestos do artista. Na série Matéria Fendida (1994), exibe o que a crítica Maria Alice Milliet denomina "uma paisagem devastada". Nas superfícies que apresentam cortes e irregularidades, insinua-se uma espacialidade e emanações de cor e luz que acentuam a tensão presente nas composições. Como aponta ainda Fabris, essas gravuras apresentam superfícies atravessadas por ritmos verticais e horizontais e regiões de adensamento que definem um jogo estável/instável entre superfície e profundidade.

 

Na opinião do historiador da arte Tadeu Chiarelli, Laurita Salles, ao longo de sua carreira, concentra-se cada vez mais na matriz em metal, que deixa de ser um meio para alcançar a imagem sobre o papel para tornar-se o foco principal de sua poética, como ocorre na série Niello (1994). Passando a criar gravuras-objetos, explora tanto a natureza da gravura quanto a da escultura, e tem como base o desbastamento da matéria. Posteriormente inicia trabalhos no campo tridimensional, como ocorre em Formas Rolantes (1994-1995) - cilindros de derivação industrial -, em cuja superfície são inseridas marcas ou fendas. Os trabalhos tridimensionais realizados a partir da metade da década de 1990 requerem um aparato industrial para sua concretização.

 

Como nota ainda Chiarelli, a produção de Laurita Salles associa-se a duas questões importantes da arte brasileira atual: o debate sobre o suporte e a constituição de poéticas sobre as margens das modalidades artísticas convencionais, enveredando por soluções plásticas inusitadas, tanto no âmbito da gravura como no da escultura contemporânea.

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